domingo, 6 de janeiro de 2013

A Geração Y


Jornal da Cidade
Revista da Cidade
#Business
30/12//2012


Segundo a Wikipedia, a Geração Y, também chamada geração do milênio ou geração da Internet, é um conceito em Sociologia que se refere à corte dos nascidos de meados da década de 1970 até meados da década de 1990, sendo antecedida pela Geração X e sucedida pela Geração Z.
Ainda de acordo com a Wikipedia, a Geração Y desenvolveu-se numa época de grandes avanços tecnológicos e prosperidade econômica. Os pais, não querendo repetir o abandono das gerações anteriores, encheram-nos de presentes, atenções e atividades, fomentando a autoestima de seus filhos. Eles cresceram vivendo em ação, estimulados por atividades, fazendo tarefas múltiplas. Acostumados a conseguirem o que querem, não se sujeitam às tarefas subalternas de início de carreira e lutam por salários ambiciosos desde cedo. É comum que os jovens dessa geração troquem de emprego com frequência em busca de oportunidades que ofereçam mais desafios e crescimento profissional. Uma de suas características atuais é a utilização de aparelhos de alta tecnologia e de última geração, como smartphones, tablets, videogames e notebooks.
Mas se engana quem pensa que na Geração Y tudo são só flores. Nascidos numa época de pós-utopias e modificação de visões políticas e existenciais, a chamada Geração Y cresceu em meio a um elevado individualismo e extremada competição. Não são jovens que, em geral, têm a mesma consciência política das gerações da época contracultural, conclui o verbete da Wikipedia.
Essas características da Geração Y têm despertado preocupação de pais e gestores que, sem conhecê-las, tendem a querer aplicar remédios úteis nas gerações anteriores, mas inócuos (ou até contraindicados) para esta geração. É preciso, também, entender que a busca da autorrealização está por trás do comportamento muitas vezes folgado, distraído, superficial e insubordinado desses jovens concebidos na era digital, democrática e da ruptura da família tradicional.
 Uma pesquisa da Fundação Instituto de Administração (FIA/USP) revelou que 99% dos nascidos entre 1980 e 1993 só se mantêm envolvidos em atividades que gostam, e 96% acreditam que o objetivo do trabalho é a realização pessoal. Já outro estudo da consultoria americana Rainmaker Thinking revelou que 56% dos profissionais da Geração Y querem ser promovidos em um ano. A pressa mostra que eles estão ávidos para testar seus limites e continuar crescendo na vida profissional e pessoal.
Impulsivos e impacientes, não pensam duas vezes antes de mudarem de emprego caso não se sintam valorizados ou confortáveis no ambiente corporativo. Essas decisões são facilitadas pelo fato de terem uma estrutura de gastos cômoda, já que deixam as casas dos pais cada vez mais tarde. Por outro lado, a Geração Y aceita a imposição de limites (desde que muito bem explicados), valoriza a ética e se sente comprometida com a construção de um mundo melhor.
Como se pode facilmente constatar, não é fácil para nós, pais e gestores da Geração X, lidar com um jeito de ser e de ver o mundo tão diferente do nosso. Resta-nos exercitar a sabedoria para entender como são e aprender a conviver harmonicamente com eles.


Para refletir: “Não fique esperando ganhar dinheiro com a sua empresa. Faça ela crescer” – André Franken na #ExpoY

Para ler: "Código Y – Decifrando a Geração que está mudando o país”, de Marcos Calliari e Alfredo Motta.

Twitter: @jsantana61

A lição sabemos de cor, só nos resta aprender


Jornal da Cidade
Revista da Cidade
#Business
23/12//2012


Valho-me dos versos do mineiro Beto Guedes, que embalaram minha juventude engajada à esquerda, para retomar a temática da liderança, ciente de que a recorrência do tema se justifica pela sua importância. Liderar é uma arte peculiar: suas elementares lições são facílimas de compreender, mas dificílimas de colocar em prática. Vejamos algumas das mais importantes:
1. Liderar é servir. Essa abordagem, consagrada por James Hunter em seu best-seller "O monge e o executivo" é uma das mais difíceis de exercitar porque requer reprogramar nossa mente, cuja tendência é ver o liderado como um subordinado que existe para nos servir. Por trás desse aparente paradoxo, reside uma das mais eficazes estratégias de liderança, capaz de operar enormes transformações na complexa relação do líder com o liderado.
2. Elogiar mais, criticar menos. Outro grande desafio. Impacientes, intolerantes e autoritários, os líderes adoram criticar, repreender, humilhar, quase sempre em público. Elogiar, ao contrário, é exercício raro, praticado com parcimônia.
3. Ser acessível. Isso significa manter a porta da sala aberta, circular no "chão de fábrica", conversar com os liderados, ouvi-los, estabelecer canais para que ofereçam críticas e sugestões. Fazendo isso, o líder vai se deparar com uma desconcertante descoberta: não raras vezes um humilde liderado pode oferecer inestimável contribuição, até em questões estratégicas. O problema é abrir mão da comodidade de permanecer em seu pedestal, inacessível, ouvindo apenas os relatos (parciais) que seu primeiro escalão relata. 
4. Encorajar, reconhecer, recompensar. Uma palavra de encorajamento vinda do líder tem efeito mágico na mente e no coração do liderado, fazendo-o empenhar-se com maior vigor para o atingimento das suas metas. Quando atingidas, o líder deve sempre reconhecer (de preferência publicamente) e recompensar (as recompensas devem ser imediatas e vinculadas a objetivos exequíveis).
5. Humildade, compaixão, sensibilidade. A humildade é a maior de todas as virtudes, aquela capaz de despertar profunda admiração, embora pouco frequente nos líderes. Normalmente a pessoa humilde costuma sentir compaixão decorrente de notável sensibilidade, revelando uma percepção aguçada da natureza humana que faz com que enxergue o ser humano por trás do "recurso humano".
Por fim, faço uma confidência: leio e escrevo muito sobre essas coisas na insistente tentativa de aprender a praticá-las. Eis porque, caro leitor, devemos perseverar no aprendizado de lições tão singelas mas que, postas em prática, são capazes de transformar radicalmente o ambiente que esteja sob nossa liderança.


Para refletir: "Ninguém é suficientemente sábio sozinho." -- Tito Plautus

Para visitar: www.ibccoaching.com.br

Twitter: @jsantana61