segunda-feira, 15 de abril de 2013

Boston: onde o passado e o futuro se encontram



A intenção de passar uma temporada de estudos nos EUA era antiga, mas a carregada agenda de trabalho sempre inviabilizava qualquer plano. Até que em 2011, com a adesão do filho mais novo, Daniel, ao projeto, vislumbrei a oportunidade e, desde o começo do ano, começamos a planejar a viagem para realizar em julho.
Embora já tivesse ido várias outras vezes àquele país (mais precisamente 14 vezes desde a primeira viagem em 1995), esta seria uma viagem diferente, mais longa e com um propósito bem definido: praticar o idioma inglês vivenciando o dia a dia de alguma cidade americana. A primeira escolha foi New York mas, alertados quanto ao intenso calor do verão, buscamos outra cidade mais ao norte e nos deparamos com Boston. Não foi difícil concluir que aquela seria a melhor escolha.
Boston é a capital e a maior cidade do Estado do Massachusets e uma das mais antigas do país (1630). Maior aglomerado urbano da região, Boston é considerada como a capital de New England (formada pelos estados do Maine, New Hampshire, Vermont, Massachusets, Rhode Island e Connecticut) devido aos seus impactos econômico e cultural. A cidade propriamente dita tem uma população de apenas 600 mil habitantes, o que lhe dá ares e vantagens de uma pequena metrópole. Já a Grande Boston é a décima maior área metropolitana do país com seus 4,5 milhões de habitantes.
Com muitas universidades na cidade e no seu entorno, Boston é um dos mais importantes centros mundiais de educação superior e um reconhecido centro de medicina. A economia da cidade é também baseada em pesquisa científica, eletrônica, engenharia, finanças e alta tecnologia. Como resultado, a cidade é um dos principais centros financeiros do mundo (12° no Top 20 Global Financial Centers) e a número 1 em inovação no planeta.
Depois de pesquisar em publicações especializadas e na Internet, escolhemos no Kaplan International Colleges (www.kaplaninternational.com) o Vacation English course com 18 horas-aula/semana (mais do que isso é exigido visto especial de estudante). Como sempre, via www.booking.com, escolhi o Holiday Inn Express Boston, com diária competitiva, boa localização (encravado no interessante South Bay Shopping Center) e a 300m da estação Andrew do eficiente metrô da cidade (o mais antigo do país). As passagens aéreas foram compradas no Submarino Viagens, onde consegui o melhor preço, mesmo assim muito elevado (US$ 2.200 ida e volta). A escolha de Daniel foi por hospedagem em casa de família.
A proximidade com o South Bay Shopping foi um facilitador: para as compras, porque ali estão lojas da Best Buy (verdadeiro paraíso para os amantes de produtos eletrônicos), Marshall's, Target, TJ Maxx e Stop&Shop Supermarket, dentre outras; e para comer, com ótimas opções como Olive Garden (rede de comida italiana com excelente relação custo/benefício) e Applebee's (culinária americana e mexicana).
Procurei construir uma rotina que me permitisse viver o dia a dia da cidade com olhos mais de aprendiz do que de turista, e assim o fiz. Acordava cedo como se em casa estivesse, quase sempre ia para a academia (www.goldsgym.com), tomava café da manhã, estudava cerca de 2h e saia para conhecer alguma coisa nova (o que achei de mais interessante registrarei a seguir). Costumava almoçar por volta das 13h30 e, das 14h30 até as 18h00, estava na sala de aula, em meio a uma dúzia de colegas (invariavelmente jovens abaixo dos 25 anos) das mais diversas partes do planeta, o que tornou a experiência ainda mais valiosa.
Por conta do seu proeminente papel na Revolução Americana, muitos lugares históricos relacionados com aquele período estão preservados como parte do Boston National Historical Park. Uma boa parte, exatamente 17, é encontrada ao longo da Freedom Trail (www.thefreedomtrail.org), demarcada por uma linha de tijolos vermelhos no chão interligando prédios e monumentos situados no centro da cidade, normalmente percorrida em uma caminhada de 3 horas. No sentido sul a trilha termina no bucólico Common Boston, parque público de 20ha adequado para caminhadas e para momentos de ócio.
Com intensa vida cultural, a cidade sedia diversos museus de arte, com destaque para o Museum of Fine Arts, um dos maiores dos EUA, que atrai um milhão de visitantes por ano e com acervo de 450 mil peças. Para quem gosta de ciência, o Museum of Science é parada obrigatória. Também é mandatório visitar o New England Aquarium e se encantar com as belezas da vida marinha.
No centro de Boston o Faneuil Hall Marketplace é a região mais agitada da cidade, com lojas, restaurantes, pubs e o tradicional Quincy Market onde se encontra alimentos frescos e frutos do mar. Nessa área está instalado o Hard Rock Café Boston, sempre uma boa pedida para uma cerveja (em todo lugar predomina as diversas opções da saborosa Samuel Adams, orgulho da cidade). À noite, sobretudo a partir de quinta-feira, os pubs oferecem música ao vivo e lotam de gente animada, previsível em uma cidade com tantos universitários. Um dos pubs mais animados é The Tap (www.thetapbarboston.com) com suas divertidas performances musicais. Outro lugar agradabilíssimo, nas proximidades, é o Beer Works (www.beerworks.net), cervejaria artesanal ampla, para onde fui várias vezes almoçar e, após as aulas, beber chopp e jogar sinuca com os colegas do Kaplan. É sempre bom lembrar que, como no restante do país, as casas noturnas fecham obrigatoriamente às 2h da madrugada e nem pensar em entrar quem tiver menos de 21 anos. São rigores impostos em lei federal que deveriam servir de exemplo para o Brasil.
Nas imediações desse sítio histórico está o Central Wharf, onde fica o New England Aquarium e outros tantos restaurantes especializados em frutos do mar, com destaque para a lagosta, encontrada a preços acessíveis e um dos símbolos da cidade. Por falar em gastronomia, também é obrigatória uma passada no Top of the Hub (www.topofthehub.net), um dos mais finos restaurantes da cidade, instalado no 52° andar do Prudential Center, proporcionando uma vista fantástica da cidade. Na noite em que lá estivemos, uma banda de jazz insistia em tocar Tom Jobim, para meu deleite.
Para aqueles que, como eu, apreciam uma boa cerveja, a cidade sedia a Boston Beer Company (www.samueladams.com), jovem cervejaria fundada em 1984 que produz a famosíssima Samuel Adams (o nome da cerveja homenageia o patriota americano conhecido por sua atuação na Revolução Americana e que teria sido um cervejeiro), hoje a maior cervejaria de capital nacional depois que a InBev comprou a Anheuser-Busch em 2008. O tour pela fábrica, que fica a poucos metros da estação Stony Brook do metrô, é gratuito e termina com uma farta degustação de vários tipos das cervejas ali fabricadas, com destaque para a lager.
Vizinha a Boston, a poucos minutos de metrô, está Cambridge, uma pequena cidade que abriga dois gigantes: a Harvard University e o Massachusets Institute of Technology (MIT). Reserve ao menos um turno para cada tour, guiado por um estudante, que percorre o campus com paradas nos diversos prédios. No MIT o tour inclui a visita a uma das residências universitárias, exatamente como vemos nos filmes. É tudo muito organizado, limpo, conservado, um verdadeiro paraíso para quem gosta de estudar e, obviamente, pode pagar. A vida noturna de Cambridge é intensa, com muitos pubs sempre lotados de estudantes e professores das mais diversas nacionalidades, todos bebendo um draft (o que aqui chamamos de chopp), quase sempre Samuel Adams.
Ninguém vai aos EUA, sobretudo com o dólar desvalorizado, para não fazer uma boa farra de compras. Além do South Bay, onde ficava o hotel, são muitas as lojas na região central da cidade (Downtown Crossing) e na sofisticada Newbury Street. É claro que não poderia faltar um dia em um outlet (shoppings afastados dos grandes centros onde lojas de famosas grifes praticam preços surpreendentes), naturalmente da maior rede americana do gênero, a Premium (www.premiumoutlets.com), situado em Wrentham, a cerca de uma hora de Boston. Alugamos um carro no fim de semana e passamos a tarde do sábado ocupados com compras.
No segundo fim de semana resolvemos visitar New York City fazendo Boston-NYC-Boston de trem, em um confortável Acela Express, da Amtrak. A tarifa de aproximadamente US$ 100 por trecho é similar à aérea, mas a viagem, embora mais longa, é mais prazerosa, sem falar da conveniência de embarcar e desembarcar nos centros das cidades (South Station em Boston e Pennsilvania Station em NYC).
Apesar dos 21 dias na cidade, como boa parte do tempo foi dedicada aos estudos, deixei muito por ver e fazer: passeio de barco pelo Charlie River; jogo de baseball do Red Sox no Fenway Park (impressionante a paixão dos cidadãos por esse time que joga todos os dias em época de temporada); passeio de barco para ver baleias; praias próximas, dentre elas a badalada ilha Martha's Vineyard, local onde o presidente Obama costuma passar férias etc. Conclusão: precisarei voltar.
Como disse antes, embora predominasse no Kaplan jovens com menos de 25 anos, me senti à vontade e fiz muitas amizades com gente da Europa, da Ásia, da América do Sul e vários brasileiros. A experiência foi surpreendente, superou minhas melhores expectativas, cumpriu com o objetivo traçado e proporcionou uma oportunidade que, estou certo, irei repetir outras vezes, certamente em outras cidades americanas. E já tenho planos para a próxima, em alguma cidade da ensolarada e bela Califórnia. Por fim, fica a dica: curtas temporadas de estudo no exterior, mesmo para cinquentões, como eu, têm tudo a ver.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Inovar é preciso


Jornal da Cidade
Revista da Cidade
#Business
17/02//2013


Não resta dúvidas quanto ao papel da inovação como um dos mais relevantes fatores de elevação da competitividade da economia, seja de um país, de um Estado ou de uma localidade. Para se tornarem competitivas, e até para terem suas sobrevivências asseguradas, as empresas precisam cada vez mais se atualizar tecnologicamente e adotar perfil inovador na gestão, nos processos e nos produtos.
Podemos afirmar, sem medo de errar, que cresce a importância da inovação como fator de competitividade empresarial, na mesma proporção em que perdem relevância fatores como incentivos fiscais (marcos legais como a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas já promoveram forte desoneração tributária) e acesso a crédito (é crescente a oferta de linhas voltadas para o investimento com ênfase em micro, pequenos e médios negócios e em formação bruta de capital fixo).
Inovação significa novidade ou renovação. A palavra é derivada do termo latino innovatio, e se refere a uma ideia, método ou objeto que é criado e que pouco se parece com padrões anteriores. Hoje, a palavra inovação é mais usada no contexto de ideias e invenções, assim como a exploração econômica relacionada, sendo que inovação é invenção (ou aperfeiçoamento) que chega no mercado. De acordo com Christopher Freeman, inovação é o processo que inclui as atividades técnicas, concepção, desenvolvimento e gestão e que resulta na comercialização de novos (ou melhorados) produtos, ou na primeira utilização de novos (ou melhorados) processos.
Inovação pode ser também definida como fazer mais com menos recursos, por permitir ganhos de eficiência em processos, quer produtivos, quer administrativos ou financeiros, quer na prestação de serviços, potencializando e sendo motor de competitividade. Importante destacar que inovação não é sinônimo de ineditismo, ou seja, inovar nem sempre significa fazer algo que ninguém fez antes.
A inovação é fundamental, pois através dela as organizações tornam-se capazes de gerar riqueza contínua e, assim manterem-se ou tornarem-se competitivas nos seus mercados. Contudo, na maioria dos casos, as empresas usam os concorrentes como base de referência para as suas próprias iniciativas de inovação. Com isso, as estratégias competitivas tendem a ser muito parecidas dentro de um mesmo mercado e apenas a empresa que se afasta desse grupo consegue cumprir seu papel de aumento de competitividade e consequente geração de riqueza. Para que se crie um ambiente corporativo propício à geração de inovação, é necessário que os líderes das organizações promovam essa estratégia, sendo que a melhor forma de o fazer é trabalhar para que os conceitos e estratégias de inovação sejam assimilados por todos os colaboradores, clientes e fornecedores. Isso provocará a "contaminação" da cultura organizacional pelo "vírus" da inovação.


Para refletir: Insanidade é fazer sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes. Rita Mae Brown (frase indevidamente atribuída a Albert Einstein e outros autores).

O que é uma empresa startup?


Jornal da Cidade
Revista da Cidade
#Business
10/02//2013


Tem sido comum nos últimos anos ouvirmos falar em companhias ou empresas startups, geralmente associadas a negócios relacionados com software e Internet. Mas o que define uma empresa startup, que em português pode ser traduzido como empresa nascente?
Na verdade nem toda empresa nascente é uma startup. Uma startup é uma empresa nova, até mesmo embrionária ou ainda em fase de constituição, que conta com projetos promissores, ligados à pesquisa, investigação e desenvolvimento de ideias inovadoras. Por ser jovem e estar implantando uma ideia no mercado, outra característica das startups é possuir risco envolvido no negócio. Mas, apesar disso, são empreendimentos com baixos custos iniciais e altamente escaláveis, ou seja, possuem uma expectativa de crescimento muito grande, quando dão certo, porque uma outra marca das startups é o elevado índice de fracassos. Em outras palavras, uma startup é um grupo de pessoas à procura de um modelo de negócios repetível e escalável, trabalhando em condições de extrema incerteza.
 Segundo Yuri Gitahy, investidor-anjo, conselheiro de empresas de tecnologia e fundador da Aceleradora, que apoia startups com gestão e capital semente, é justamente por esse ambiente de incerteza (até que o modelo seja encontrado) que tanto se fala em investimento para startups - sem capital de risco, é muito difícil persistir na busca pelo modelo de negócios enquanto não existe receita. Após a comprovação de que ele existe e a receita começar a crescer, provavelmente será necessária uma nova leva de investimento para essa startup se tornar uma empresa sustentável. Quando se torna escalável, a startup deixa de existir e dá lugar a uma empresa altamente lucrativa. Caso contrário, ela precisa se reinventar - ou enfrenta a ameaça de morrer prematuramente.
Questionado se startups são somente empresas de Internet, Gitahy responde que não necessariamente. Elas só são mais frequentes na Internet porque é bem mais barato criar uma empresa de software do que uma de agronegócio ou biotecnologia, por exemplo, e a web torna a expansão do negócio bem mais fácil, rápida e barata - além da venda ser repetível. Mesmo assim, um grupo de pesquisadores com uma patente inovadora pode também ser uma startup - desde que ela comprove um negócio repetível e escalável.
Google, Apple e Flickr são exemplos de startups de sucesso mundial. Empresas como o site de comparação de preços Buscapé e o Peixe Urbano, de compras coletivas, mostram que o conceito já chegou ao Brasil. Quem quer colocar sua startup em prática com financiamento externo pode contar com novas alternativas que surgiram no Brasil nos últimos anos. Incubadoras de empresas, agências de fomento, como FINEP, e investidores-anjos são fontes de apoio financeiro e institucional.


Para refletir: A necessidade é a mãe da inovação. (Platão).

Para visitar: www.abstartups.com.br

Números do empreendedorismo no Brasil


Jornal da Cidade
Revista da Cidade
#Business
03/02//2013


 Com 27 milhões de empresários ou de pessoas que se dizem envolvidas na criação de um negócio próprio, o Brasil já ocupa a terceira posição do mundo em número de empreendedores. A conclusão faz parte do relatório Global Entrepreneurship Monitor (GEM 2011), levantamento anual conduzido por instituições de ensino e de pesquisa de 54 países, considerado o principal mapa do empreendedorismo do planeta.
A pesquisa levanta as principais características do empreendedorismo em cada um dos países pesquisados e considera tanto os negócios formais quanto os informais. Ouvidas apenas pessoas entre 18 e 64 anos, os empreendedores representam 27% da população adulta brasileira (em 2002, esse percentual era de 21%). A China, que lidera o ranking, tem quase 370 milhões de empresários. Já os Estados Unidos, que ocupa a segunda posição, cerca de 40 milhões.
Dos 27 milhões de empreendedores existentes no país, 85% estão no mercado há mais de três meses. Desses, 12 milhões, o equivalente a 45%, estão estabelecidos em seus segmentos de atuação, ou seja, operam no mercado há mais de 42 meses. Outros 11 milhões, 40% do total, são classificados como novos empreendimentos por funcionarem há mais de três meses e menos de 42 meses.
Uma constatação importante é que a maioria dos empreendedores abre o negócio porque constatou uma oportunidade de mercado e não por necessidade. A estimativa é que, para cada negócio aberto por necessidade, por motivo de desemprego, por exemplo, 2,24 começam pela identificação de uma oportunidade. O número é o maior desde que a pesquisa GEM começou a ser realizada, em 1999, mas ainda é inferior à média dos 54 países, que é de 4,35 negócios por oportunidade para cada um aberto por necessidade.
A presença das mulheres também merece destaque: de cada 100 empreendimentos iniciais, 49 têm comando feminino. A média desse grupo, nos 54 países pesquisados, é de 37 empreendedoras para cada 100. Elas preferem negócios como estética e tratamento de beleza, comércio de vestuário, fornecimento de comida preparada e confecções. Já os homens gostam mais de atividades ligadas à manutenção e reparação de veículos automotores, minimercados, lanchonetes e similares, e transporte de passageiros.
Responsáveis pela maior parte das vagas de trabalho no Brasil, os micro e pequenos negócios geram dois em cada três postos de trabalho no setor privado (DIEESE 2010). Esses números alvissareiros são o reflexo do viés empreendedor do brasileiro, alavancado pela criação do marco regulatório do segmento (Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, de 2006), fruto da luta de entidades de classe do setor empresarial e da sensibilidade do Congresso Nacional e do governo federal.


Para refletir: Guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra. (William Shakespeare).

Para visitar: www.gemconsortium.org

O que é coaching?


Jornal da Cidade
Revista da Cidade
#Business
27/01//2013


No mundo da gestão de negócios o modismo está sempre presente, fazendo emergir a todo instante novos métodos, processos, técnicas e estratégias, sempre acompanhados de algum neologismo, embora a maioria tenha vida curta.  O coaching poderia ser um desses modismos mas, ao que parece, vem se transformando em um experimento útil e que poderá ter vida longa. Baseado em conteúdos do site do Instituto Brasileiro de Coaching, discorro a seguir sobre esse importante assunto.
A palavra coaching tem origem na língua inglesa e pode ser traduzida como treinamento, passando a ser utilizada para batizar um processo de desenvolvimento humano pautado em diversas ciências como Psicologia, Sociologia, Neurociências e Programação Neurolinguística, e que usa de técnicas da Administração de Empresas, Gestão de Pessoas e do universo dos esportes para apoiar pessoas e empresas no alcance de metas, no desenvolvimento acelerado e em sua evolução contínua.
Um processo de coaching é conduzido por um profissional denominado coach e o seu cliente é intitulado coachee. Coaching pode ser aplicado tanto em âmbito profissional (corporativo, executivo, carreira), como também no desenvolvimento de aspectos da vida pessoal do cliente. Depois de escolher a especialidade de seu coach, o cliente apresenta a ele sua necessidade, seu estado atual e o estado desejado, ou seja, as metas que deseja alcançar e que, naquele momento, fatores emocionais, profissionais ou pessoais estão o impossibilitando de atingí-las.
A partir desta definição, são realizadas sessões em encontros semanais, quinzenais ou mensais, com duração normalmente de 1 hora e meia, onde o coach trabalha para que seu cliente desenvolva novas competências, habilidades, vença crenças limitadoras, defina suas metas com mais clareza e, através do cumprimento de tarefas, mobilize seus conhecimentos de forma efetiva para o alcance rápido e assertivo de seus objetivos de vida e carreira.
Diferentemente da terapia, que pode ser feita durante anos, o coaching trabalha com processos de desenvolvimento com início, meio e fim já predefinidos e, por isso, seus resultados são mais acelerados e expressivos. Na relação com o cliente, o coach estimula-o a identificar seus valores essenciais, a expressá-los, a desenvolver uma postura de integridade pessoal, a estabelecer metas exequíveis, e desafia-o a “sonhar acordado”, a criar para si mesmo uma visão de futuro que o entusiasme e que utilize ao máximo a sua energia criadora.
O coaching vive um grande momento, é uma febre no mundo corporativo e na vida cotidiana. Como consequência, existe muita gente no mercado sem habilitação e conhecimento do processo que se auto-intitulam coach. Por esta razão, antes de contratar um coach é preciso buscar referências que comprovem a real experiência e efetividade do seu trabalho.


Para refletir: O melhor motivo para começar uma empresa é ter um significado: criar um produto ou serviço que faça do mundo um lugar melhor. (Guy Kawasaki).

Para visitar: www.ibccoaching.com.br

Para ler: Coaching: um acelerador para o seu sucesso, e-book para download gratuido em http://migre.me/cSPhe

O pensamento de Peter Drucker


Jornal da Cidade
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#Business
20/01//2013


  Peter Ferdinand Drucker (1909-2005), austríaco de nascimento e americano naturalizado, foi um consultor de gestão, professor e escritor, cujos escritos contribuíram para a fundação filosófica e prática da moderna gestão de negócios. Ele é um dos mais conhecidos e influentes pensadores e escritores da teoria e prática da moderna administração, tendo previsto muito do que viria a acontecer, como privatização e descentralização, a ascenção do Japão como poderosa economia mundial, a importância decisiva do marketing, e a emergência da sociedade da informação.
 Drucker produziu ao longo de sua carreira uma mistura única de rigor intelectual, popularização, praticidade e profundo conhecimento das tendências cruciais para além do mundo dos negócios. Três importantes conceitos emergem de seu pensamento: o primeiro é o de "(re)privatizações", que significa a privatização dos serviços públicos como forma de reduzir a burocracia; o segundo é a "gestão por objetivos", ou seja, um tipo de gestão caracterizada como um método de planejamento e avaliação baseado em fatores quantitativos; e o terceiro é a "descentralização das empresas" (outsourcing), em oposição à tradicional verticalização (concentração do negócio inteiro dentro da organização).
Muitos outros conceitos, idéias e crenças foram produto da genialidade de Drucker, dentre os quais destaco:
1. A importância do Terceiro Setor formado por Organizações Não-Governamentais e seu papel crucial em todos os países.
2. Um profundo ceticismo com a teoria macroeconômica, acreditando que economistas de todas as escolas falham ao explicar significativos aspectos das modernas economias.
3. Respeito ao trabalhador. Drucker acreditava  que empregados são um ativo, o mais valioso dos recursos das organizações, e não um fardo, e que o trabalho dos gestores é preparar as pessoas e lhes dar liberdade para agir.
4. A crença de que é inerente aos governos serem inábeis ou sem disposição para prover os novos serviços que as pessoas querem ou precisam. A isso ele batizou de "a doença dos governos".
5. A necessidade de abandonar planos. Segundo ele, organizações privadas e públicas têm a natural tendência humana de se fixar no sucesso de ontem, ao invés de procurar descobrir quando ele não é mais útil.
6. A primeira responsabilidade de uma companhia é servir seus clientes. O lucro não deve ser o primeiro objetivo, mas uma condição essencial para que continue existindo.
7. A crença de que grandes empresas deveriam ser vistas como nobres invenções da humanidade.
Para saber (e aprender) mais sobre Peter Drucker, nada melhor do que beber diretamente na fonte. Dentre seus mais de 30 livros, destacam-se Administração em tempos de grandes mudanças, A administração na próxima sociedade, e O gestor eficaz.  


Para refletir: O planejamento não diz respeito às decisões futuras, mas às implicações futuras de decisões presentes. (Peter Drucker).


Para ler: Rumo à nova economia, Peter Drucker.

Montando uma equipe vencedora


Jornal da Cidade
Revista da Cidade
#Business
13/01//2013


Já escrevi nesse espaço sobre um dos maiores desafios que se impõe ao gestor, que é o de formar sua equipe, sobretudo quando da criação de um novo negócio ou quando se atravessa a turbulência de um processo de crescimento acelerado. Naquele texto, apresentei as 5 seguintes dicas, decorrentes de experiência própria:
1. Equilibre as presenças de profissionais nos três níveis (júnior, pleno e sênior), sem achatar (excesso de júniores), nem esticar (excesso de sêniores) a pirâmide de senioridade.
2. Não tente caçar com gato. Se você precisa caçar e não tem um cão, se vire para arrumar um, mas não tente fazer isso com um gato, porque pior do que uma vaga aberta é ela mal preenchida.
3. Pode não ser fácil encontrar o profissional com o perfil que você precisa, mas ele existe e sua obrigação é encontrá-lo.
4. Quem escolhe o jogador é o técnico: jamais deixe de dar a última palavra na escolha de um dos membros do seu time.
5. Oxigene a equipe: adote a estratégia de Jack Welch (o celebrado ex-CEO da GE sobre o qual escrevi aqui semana passada) que consiste em renovar, compulsória e anualmente, uma parte de todas as equipes da empresa.
Lendo sobre o tema, deparei-me com o artigo "Seis dicas para montar uma equipe vencedora", de Nathan Brown, que considero um excelente complemento ao que escrevi acima. Nathan acumula passagens por empresas de diferentes segmentos e sua trajetória inclui atuações na área comercial, no governo e em entidades sem fins lucrativos, e segue estas 6 regras na construção de uma equipe:
1. Não contratar por desespero.
2. Nunca ignorar uma bandeira vermelha.
3. Ajustar questões de personalidade.
4. Conjuntos de habilidades são, por vezes, menos importantes.
5. Envolver os líderes no processo de contratação.
6. Entrevistar todos os profissionais internos interessados na oportunidade antes de uma oferta externa.
Concordando com todas as regras, quero destacar e vincular a 2a e a 5a. Sob orientação de um consultor, passei a adotar como norma a realização de ao menos 3 entrevistas antes de qualquer contratação e, se ao menos um dos entrevistadores tiver alguma dúvida, a ordem é não contratar. Tenho visto no dia-a-dia bandeiras vermelhas não serem percebidas por mim, mas serem notadas por outros entrevistadores e vice-versa.
Vale atentar, finalmente, para a seguinte observação de Brown: se o profissional é muito capaz tecnicamente, mas tem uma personalidade perigosa, ele pode destruir a equipe. Inclua o time no processo de entrevista para minimizar esse risco. Ao envolver o grupo e ele identificar que aquela não é a pessoa certa, o time vai preferir esperar encontrar o perfil adequado a escolher o errado. Uma equipe que realmente gosta de trabalhar em conjunto é altamente produtiva e tem um turnover menor.


Para refletir: O problema de ser inovador é que você tem de ser teimoso e flexível ao mesmo tempo. E o difícil é descobrir quando ser o quê. ~ Jeff Bezos.

Para ler: Seis dicas para montar uma equipe vencedora, de Nathan Brown - http://migre.me/cGOvN