Jornal da Cidade
Revista da Cidade
#Business
02/12//2012
A empresa onde você trabalha
pode (e deve) ser vista como uma extensão da sua casa e da sua família, afinal
de contas por volta de 50% de todo o tempo da sua existência é ali desprendido.
Vista como uma segunda casa (e uma segunda família), a empresa precisa ser
tratada com carinho, atenção e zelo, como o ente que lhe garante o sustento e
que lhe proporciona realização e prosperidade.
Infelizmente alguns não tratam
assim o seu trabalho, limitando-se a "cumprir tabela", sem entusiasmo,
sem estabelecer um vínculo afetivo e sem despertar o senso de pertencimento.
Desses, uma parte vai além, nutrindo sentimentos negativos com relação à
empresa e desenvolvendo o péssimo hábito de reclamar, manifestando suas
insatisfações nos corredores e nas conversas de grupo, às vezes contaminando os
colegas mais influenciáveis. A esses,
recomendo o seguinte: faça uma análise honesta para descobrir se o problema
está em você, ou seja, se a empresa tem feito a parte dela e você é que não
consegue deixar de ser o chato do time. É fácil descobrir: se a maioria está
satisfeita, não resta dúvida que você está equivocado. Se, por outro lado,
ficar evidente que a empresa é a causa das insatisfações, suas e da maioria,
não perca tempo: caia fora! Vá buscar novas oportunidades, que aliás nunca
faltam para os verdadeiramente bons profissionais.
Sob outro ponto de vista, o
mesmo problema requer atenção especial dos gestores para descobrir esses chatos
reclamadores e agir: às vezes, raras, uma boa conversa pode fazê-los mudar de
atitude; se não funcionar, mostre que a porta de saída é a serventia da casa e
nunca esqueça de que ninguém é indispensável. Mesmo que venha a fazer falta em
um primeiro momento, o ganho com a saída de um jogador que não tem compromisso
com a vitória será sempre maior do que sua permanência em campo. Além do mais,
o clima organizacional dos que ficam vai se tornar muito mais agradável.
Tenho visto casos de chatos que
são tecnicamente competentes e que teriam uma promissora carreira pela frente,
mas esse comportamento faz com que se inviabilizem. A competência, aliás,
requer não apenas conhecimentos e escolaridade, mas sobretudo atitudes
positivas e habilidades que, ao fim e ao cabo, produzam resultados palpáveis e
mensuráveis. Para que o essencial
aconteça - a produção crescente de resultados - você precisará não somente ser
parte importante da engrenagem da organização mas, e principalmente, sentir
orgulho e amar a camisa que veste.
Para
refletir: "Para as questões de estilo, nade seguindo a correnteza; nas questões
de princípio, seja sólido como uma rocha." -- Thomas Jefferson
Para visitar: www.rh.com.br
Twitter: @jsantana61
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