quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Etiqueta Empresarial

Jornal da Cidade
Revista da Cidade
#Business
28/04/2013

            Têm sido recorrentes nesta coluna comentários sobre a importância de atitudes e habilidades, mais do que competência técnica, quando se trata de crescimento profissional. Um indicador dessa importância está revelado em estudo da universidade americana de Harvard, mostrando que dois terços das demissões nas empresas são causadas por dificuldades de relacionamento interpessoal, ou seja, por fatores comportamentais.
            Segundo artigo do Canal Executivo (www2.uol.com.br/canalexecutivo), esse conjunto de atitudes e habilidades positivas no ambiente corporativo pode ser chamado de etiqueta empresarial, que nada mais é do que um conjunto de cerimônias usadas no trato entre pessoas e empresas, regidas pela boa educação, bom comportamento, convenções sociais, ética profissional e prescrições oficiais.
            No mesmo artigo, Ricardo Barbosa, diretor executivo da Innovia Training e Consulting, oferece um interessante conjunto de dicas de etiqueta empresarial, dentre as quais destaco:
1. Pontualidade deve ser ponto de honra no ambiente empresarial. Organize-se para chegar na hora todos os dias e para cumprir com os prazos propostos. Caso perceba que não será possível cumprir com um compromisso no horário, informe sobre o atraso.
2. A vestimenta diz muito para as outras pessoas. Assim, é recomendável roupas discretas, sem modismos. E tome cuidados com a higiene pessoal.
3. O ditado "a primeira impressão é a que fica" deve ser levado a sério. Seja sempre cordial e prestativo já em um primeiro contato. Saiba ouvir e falar na hora certa.
4. Sempre ao entrar em um local peça licença, busque comprimentar todas as pessoas que estiverem no local, mas só estenda a mão se o interlocutor o fizer primeiro, e só se sente se for convidado por ele.
5. Seja organizado e demonstre isso. Planeje adequadamente seu tempo e sua mesa, mantenha os papéis e arquivos de computador nos devidos lugares.
6. Respeite os colegas e o espaço de trabalho, evitando assuntos que exponham o seu lado pessoal ou o de alguma outra pessoa. Fofocas nunca combinaram com o ambiente profissional. Além disso, adeque a altura da sua voz ao ambiente.
7. Cuidado com a utilização de celulares no trabalho. Evite ligações pessoais e caso estas ocorram, busque ir para um local privado.
8. Cuidado também com as redes sociais. As empresas antenadas possuem políticas para a sua utilização, por isso busque saber os limites.
9. É importante diferenciar amigos de colegas de trabalho e esse limite pode ser útil quando for necessário realizar uma cobrança ou fazer um feedback.
10. Bom humor é uma necessidade nas empresas. Quando estiver tendo um dia difícil, reflita se alguém do trabalho tem a obrigação de compartilhar as dificuldades com você. Contudo, cuidado com as brincadeiras. Um ambiente de trabalho descontraído é positivo desde que sejam feitas apenas brincadeiras saudáveis, que promovam um ambiente alegre e equilibrado.


Para refletir: "Nada nos engana tanto como a nossa própria opinião." -- Leonardo da Vinci


Para visitar: www2.uol.com.br/canalexecutivo

Os 3 inimigos dos empreendedores

Jornal da Cidade
Revista da Cidade
#Business
14/04/2013


            Como se não bastassem os riscos inerentes à atividade empresarial, aqueles que se dispõem a produzir riqueza e gerar empregos em nosso querido Brasil têm que estar prontos para o embate cotidiano com ao menos três inimigos muito bem posicionados e que aprontam armadilhas diante das quais muitos capitulam.
            O primeiro inimigo são os tributos, aqui considerada a elevada carga tritutária incidente sobre as empresas e o aparato fiscalizatório. Um emaranhado de leis, decretos, portarias e obrigações acessórias induzem a erros que, a partir da discricionariedade da autoridade fiscal, podem se transformar em autos de infração dos quais costumam derivar multas impagáveis, obrigando as empresas a travar longas e dispendiosas batalhas judiciais para desconstruir tais atos.
            O segundo inimigo é a burocracia. Impregnada na máquina pública brasileira desde a colonização, o legado cartorial lusitano resiste bravamente e age impondo obstáculos ao surgimento e ao crescimento dos negócios. Enquanto na maioria dos países em poucos dias se abre uma empresa ou se obtém uma licença, aqui são meses (às vezes anos) de vai-e-vem às desaparelhadas repartições públicas, impondo ao empreendedor um insuportável exercício de paciência. Não é por outra razão que o excesso de burocracia se constitui em uma porta aberta para a corrupção.
            O terceiro, mas não menos importante inimigo, é a CLT. Esse marco legal vem se transformando, ao longo da sua longeva existência, em um frankstein que impõe às empresas obrigações descabidas e cada vez mais anacrônicas, expondo-as a passivos milionários. Paradoxalmente, ao invés de reduzir seu grau de extemporaneidade, adaptando-a aos novos tempos e inspirando-se nas relações de trabalho adotadas nos países desenvolvidos, nossos parlamentares federais atuam em sentido contrário, demagogicamente introduzindo novos ônus para as empresas e, por via de consequência, afetando sua competitividade nessa era de economia globalizada.
            O cenário é bem mais favorável para as micro e pequenas empresas que, a partir de imensa mobilização e luta de suas entidades representativas e do Sebrae, lograram êxito ao conquistar a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas que desonerou e simplificou suas atividades. Por outro lado, as grandes empresas possuem maior capacidade defensiva para enfrentar esses inimigos, restando as médias corporações como suas maiores vítimas.
            Finalmente, a pergunta que não quer calar: como combater esses inimigos? E a resposta é simples: tudo depende das disposições dos governos (sobretudo o Federal) e dos parlamentares (Deputados Federais e Senadores) para fazer as indispensáveis reformas (política, tributária, trabalhista etc) que vêm sendo sistematicamente procrastinadas. Sem a pressão do igualmente arcaico sistema confederativo de entidades representativas do empresariado, contudo, as reformas continuarão sendo adiadas e esses inimigos prosseguirão vivos e atuantes por muito tempo.


Para refletir: "Por trás de todo progresso há o entusiasmo." -- Henry Ford


Para ler: Reforma Trabalhista, de Ney Prado.

5 dicas para construir uma carreira

Jornal da Cidade
Revista da Cidade
#Business
07/04/2013



            Em uma das edições dessa coluna, escrevi sobre a Geração Y, também chamada geração do milênio ou geração da Internet,  formada pelos nascidos de meados da década de 1970 até meados da década de 1990, e que tem como característica marcante o comportamento muitas vezes folgado, distraído, superficial e insubordinado.
            Em regra, esses jovens chegam ao mercado de trabalho com elevada imaturidade, sem a compreensão de que o crescimento profissional é consequência de esforço, dedicação, sacrifício e muito comprometimento individual. Paradoxalmente, são impulsivos e impacientes e não pensam duas vezes antes de mudarem de emprego, caso não se sintam valorizados ou confortáveis no ambiente corporativo.
            Não por coincidência, contudo, dentro desse mesmo grupo se destacam (e progridem rapidamente) aqueles que, sem perder a identidade da sua geração, adotam o receituário clássico que assegura o crescimento profissional. Nessa receita predominam os seguintes ingredientes:
1. Comprometimento: lanço mão de parte de um texto de Cersi Machado, no portal RH.com.br, que diz: seja um profissional responsável, foque na qualidade do que faz e não fique pensando "se o outro não faz, eu não vou fazer; ou o dia que melhorar isso, ou aquilo, aí sim começarei a me dedicar". Os profissionais de sucesso sempre dão a melhor resposta diante das piores adversidades, mostrando seu talento, na prática, fazendo o seu melhor a cada dia.
2. Aprendizado contínuo: não basta ter as habilidades essenciais para o cargo, é preciso ser insaciável na busca por novos conhecimentos, sobretudo diante da facilidade de acesso ao riquíssimo acervo de informações, cursos e treinamentos disponíveis na Internet, muitos deles gratuitos ou de baixo custo.
3. Disposição para desafios: fique ligado para não entrar e permanecer em alguma "zona de conforto", fazendo apenas o feijão com arroz que seu chefe lhe atribui e fugindo de tarefas desafiadoras. Se assim proceder, mais cedo do que imagina você poderá ser surpreendido com um aviso prévio.
4. Visão de longo prazo: a maioria das empresas investe muito até que o profissional comece a produzir resultados efetivos, razão pela qual sofre com a rotatividade, preferindo aqueles que têm a intensão de fazer carreira de longo prazo.  Aqueles que demonstram impaciência e que facilmente mudam de emprego, não costumam ser bem vistos pelo mercado.
5. Facilidade de relacionamento: não basta ter competência profissional, se faltar habilidade para trabalhar em equipe. Cada vez mais o profissional é parte de um time e precisa agir de forma colaborativa, ainda mais quando seu crescimento significará ocupar posições de liderança, que exigem mais ainda tais habilidades.


Para refletir: "A arte de ser ora audacioso, ora prudente é a arte de vencer." -- Napoleão Bonaparte

Para visitar: www.rh.com.br

Redes sociais no trabalho

Jornal da Cidade
Revista da Cidade
#Business
31/03/2013

            É fato que as pessoas estão cada vez mais conectadas nas redes sociais, dedicando grande parte do seu tempo a interagir no Facebook, Twitter, LinkedIn, Instagram e tantas outras. Isso significa que, quando liberado o acesso, elas vão interagir também no horário de trabalho e isso já é motivo de preocupação para os gestores.
            Segundo Manoela Costa, gerente da Page Talent, unidade de negócios da Page Personnel dedicada ao recrutamento de estagiários e trainees, ao acessar redes sociais no trabalho, sobretudo os jovens, perdem a concentração, o foco e acabam deixando de realizar ou atrasando a entrega de projetos importantes.
            Por meio de um levantamento realizado nacionalmente em novembro de 2012 com cerca de 200 estagiários e trainees, a Page Talent procurou entender se os jovens utilizavam as redes sociais e por quanto tempo ficavam conectados nesses sites. Quase metade dessa amostra (46%) afirmou que checa as redes sociais durante o horário de trabalho. E 42% desse mesmo público confidenciou que passa ao menos uma hora por dia ligado nas redes de relacionamento durante o expediente.
            Segundo Manoela, a produtividade de um profissional em suas horas de trabalho é um quesito muito utilizado em avaliações periódicas. “Os gestores sempre avaliam o que você conseguiu produzir dentro das horas de trabalho que cumpriu. Os que trabalham em carga horária regular e não conseguem alcançar suas metas, desde que plausíveis e normalmente atingidas pelo restante da equipe, normalmente são os que têm a tendência de acessar as redes com maior frequência – ou os que estão sempre conectados no celular”, diz.
            Mas as redes sociais podem ser benéficas e também uma aliada no ambiente profissional e a consultora aproveita para dar algumas recomendações sobre o que não é legal fazer na rede:
- Falar mal da empresa ou dos colegas e chefes;
- Divulgar informações confidenciais;
- Expor os concorrentes;
- Publicar comentários pejorativos;
- Tornar público conteúdo muito pessoal.
            E boas dicas para não fazer feio:
- Utilizar a rede para estratégia de marketing;
- Ampliar a rede de relacionamento;
- Receber comentários ou elogios de pessoas antenadas;
- Utilizar as redes como ferramenta de pesquisa;
- Participar ativamente de grupos de interesse;
- Ser referência em algum assunto / tema.
            Em minha experiência pessoal e diante da imaturidade da maior parte da equipe, alertado por uma consultoria constatei que a maioria das empresas ainda está restringindo o acesso às redes sociais no local de trabalho, simplesmente porque a perda de produtividade, em muitos casos, é assustadora. Resultado: mesmo indo de encontro aos meus princípios de liberalidade, restringi o acesso.


Para refletir: "Mude seus pensamentos e estará mudando seu mundo." -- Norman Vicent Pearle

Para visitar: blogmidia8.com/biblioteca-virtual-html