domingo, 24 de fevereiro de 2013

As lições de Jack Welch


Jornal da Cidade
Revista da Cidade
#Business
06/01//2013


Um dos mais influentes e festejados gurus do mundo dos negócios, Jack Welch ficou famoso por sua liderança e técnicas de gestão adotadas com muito sucesso em uma das maiores e mais respeitadas empresas do mundo, a General Eletric (GE). Ele traçou uma nova estrada no mundo dos negócios e reescreveu as regras de como uma empresa de sucesso e lucrativa deve ser e conduzir seus negócios.
Jack Welch nasceu em 1935 na cidade de Salem, Massachusetts (EUA). Formou-se e tornou-se PhD em Engenharia Química, iniciou sua carreira na GE em 1960 e 21 anos mais tarde tornou-se CEO (Chief Executive Office) da empresa. Em 2001 se aposentou e hoje faz consultoria e palestras mundo afora. Jack é autor de dois livros de sucesso, Jack Definitivo e Paixão por Vencer.
Em sua passagem pela GE Welch erradicou ineficiências reduzindo estoques e eliminando burocracias. Ele fechou fábricas, reduziu a folha de pagamento e cortou unidades obsoletas. De acordo com sua filosofia empresarial, a empresa deve ocupar o primeiro ou o segundo lugar do seu segmento, ou então fechar as portas. Cada ano Welch demitia os 10% menos eficientes gerentes, enquanto bonificava os 20% mais eficientes. O programa de bonificação,  baseado em stock options, foi ampliado e chegou a atingir 1/3 de todos os empregados da empresa. Ele ficou também conhecido como "Jack Neutron" (em referência à bomba de nêutron) por eliminar empregados enquanto mantinha os prédios intactos.
Dentre as muitas lições até hoje ensinadas por Jack Welch, destaco algumas:
1. Faça mais do que esperam – Muitas pessoas fazem o que se espera que elas façam. Essas pessoas são a multidão que adora ficar reclamando que as oportunidades não aparecem, que tudo é muito difícil. Já outras pessoas gostam do que fazem, e fazem mais do que se espera que elas façam. Se você quer se diferenciar, quer ter sucesso, faça mais do que se espera.
2. Seja um líder inspirador; gerencie menos (supervisão controlada e burocracia matam o espírito competitivo e criativo da empresa); seja menos formal; energize as pessoas.
3. Crie uma visão e atraia a equipe para tornar essa visão realidade; envolva todos; receba idéias de todos; elimine limites; crie uma cultura de aprendizado.
4. Encare a realidade; veja as mudanças como uma oportunidade.
5. Simplifique (simplicidade é mais rápido, mais fácil de entender e menos suscetível a erros); faça follow-up de tudo; faça com qualidade; faça rapidamente.
E por fim, a lição de ouro de Jack: Divirta-se! Diversão deve ser um grande elemento na sua estratégia empresarial. Ninguém deveria ter um trabalho que não gostasse. Se você não acorda energizado e excitado com as possibilidades e desafios que o dia poderá lhe oferecer, então você está no trabalho errado. (Você pode acompanhar Jack Welch no twitter seguindo o perfil @jack_welch).


Para refletir: Não preste atenção somente nos números. Foque mais nos valores da empresa, na criação de um time, na troca de idéias, na cultura de incentivar e envolver a todos. ~ Jack Welch

Para ler: As 20 lições de Jack Welch - http://migre.me/cBjxX

domingo, 6 de janeiro de 2013

A Geração Y


Jornal da Cidade
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#Business
30/12//2012


Segundo a Wikipedia, a Geração Y, também chamada geração do milênio ou geração da Internet, é um conceito em Sociologia que se refere à corte dos nascidos de meados da década de 1970 até meados da década de 1990, sendo antecedida pela Geração X e sucedida pela Geração Z.
Ainda de acordo com a Wikipedia, a Geração Y desenvolveu-se numa época de grandes avanços tecnológicos e prosperidade econômica. Os pais, não querendo repetir o abandono das gerações anteriores, encheram-nos de presentes, atenções e atividades, fomentando a autoestima de seus filhos. Eles cresceram vivendo em ação, estimulados por atividades, fazendo tarefas múltiplas. Acostumados a conseguirem o que querem, não se sujeitam às tarefas subalternas de início de carreira e lutam por salários ambiciosos desde cedo. É comum que os jovens dessa geração troquem de emprego com frequência em busca de oportunidades que ofereçam mais desafios e crescimento profissional. Uma de suas características atuais é a utilização de aparelhos de alta tecnologia e de última geração, como smartphones, tablets, videogames e notebooks.
Mas se engana quem pensa que na Geração Y tudo são só flores. Nascidos numa época de pós-utopias e modificação de visões políticas e existenciais, a chamada Geração Y cresceu em meio a um elevado individualismo e extremada competição. Não são jovens que, em geral, têm a mesma consciência política das gerações da época contracultural, conclui o verbete da Wikipedia.
Essas características da Geração Y têm despertado preocupação de pais e gestores que, sem conhecê-las, tendem a querer aplicar remédios úteis nas gerações anteriores, mas inócuos (ou até contraindicados) para esta geração. É preciso, também, entender que a busca da autorrealização está por trás do comportamento muitas vezes folgado, distraído, superficial e insubordinado desses jovens concebidos na era digital, democrática e da ruptura da família tradicional.
 Uma pesquisa da Fundação Instituto de Administração (FIA/USP) revelou que 99% dos nascidos entre 1980 e 1993 só se mantêm envolvidos em atividades que gostam, e 96% acreditam que o objetivo do trabalho é a realização pessoal. Já outro estudo da consultoria americana Rainmaker Thinking revelou que 56% dos profissionais da Geração Y querem ser promovidos em um ano. A pressa mostra que eles estão ávidos para testar seus limites e continuar crescendo na vida profissional e pessoal.
Impulsivos e impacientes, não pensam duas vezes antes de mudarem de emprego caso não se sintam valorizados ou confortáveis no ambiente corporativo. Essas decisões são facilitadas pelo fato de terem uma estrutura de gastos cômoda, já que deixam as casas dos pais cada vez mais tarde. Por outro lado, a Geração Y aceita a imposição de limites (desde que muito bem explicados), valoriza a ética e se sente comprometida com a construção de um mundo melhor.
Como se pode facilmente constatar, não é fácil para nós, pais e gestores da Geração X, lidar com um jeito de ser e de ver o mundo tão diferente do nosso. Resta-nos exercitar a sabedoria para entender como são e aprender a conviver harmonicamente com eles.


Para refletir: “Não fique esperando ganhar dinheiro com a sua empresa. Faça ela crescer” – André Franken na #ExpoY

Para ler: "Código Y – Decifrando a Geração que está mudando o país”, de Marcos Calliari e Alfredo Motta.

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A lição sabemos de cor, só nos resta aprender


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23/12//2012


Valho-me dos versos do mineiro Beto Guedes, que embalaram minha juventude engajada à esquerda, para retomar a temática da liderança, ciente de que a recorrência do tema se justifica pela sua importância. Liderar é uma arte peculiar: suas elementares lições são facílimas de compreender, mas dificílimas de colocar em prática. Vejamos algumas das mais importantes:
1. Liderar é servir. Essa abordagem, consagrada por James Hunter em seu best-seller "O monge e o executivo" é uma das mais difíceis de exercitar porque requer reprogramar nossa mente, cuja tendência é ver o liderado como um subordinado que existe para nos servir. Por trás desse aparente paradoxo, reside uma das mais eficazes estratégias de liderança, capaz de operar enormes transformações na complexa relação do líder com o liderado.
2. Elogiar mais, criticar menos. Outro grande desafio. Impacientes, intolerantes e autoritários, os líderes adoram criticar, repreender, humilhar, quase sempre em público. Elogiar, ao contrário, é exercício raro, praticado com parcimônia.
3. Ser acessível. Isso significa manter a porta da sala aberta, circular no "chão de fábrica", conversar com os liderados, ouvi-los, estabelecer canais para que ofereçam críticas e sugestões. Fazendo isso, o líder vai se deparar com uma desconcertante descoberta: não raras vezes um humilde liderado pode oferecer inestimável contribuição, até em questões estratégicas. O problema é abrir mão da comodidade de permanecer em seu pedestal, inacessível, ouvindo apenas os relatos (parciais) que seu primeiro escalão relata. 
4. Encorajar, reconhecer, recompensar. Uma palavra de encorajamento vinda do líder tem efeito mágico na mente e no coração do liderado, fazendo-o empenhar-se com maior vigor para o atingimento das suas metas. Quando atingidas, o líder deve sempre reconhecer (de preferência publicamente) e recompensar (as recompensas devem ser imediatas e vinculadas a objetivos exequíveis).
5. Humildade, compaixão, sensibilidade. A humildade é a maior de todas as virtudes, aquela capaz de despertar profunda admiração, embora pouco frequente nos líderes. Normalmente a pessoa humilde costuma sentir compaixão decorrente de notável sensibilidade, revelando uma percepção aguçada da natureza humana que faz com que enxergue o ser humano por trás do "recurso humano".
Por fim, faço uma confidência: leio e escrevo muito sobre essas coisas na insistente tentativa de aprender a praticá-las. Eis porque, caro leitor, devemos perseverar no aprendizado de lições tão singelas mas que, postas em prática, são capazes de transformar radicalmente o ambiente que esteja sob nossa liderança.


Para refletir: "Ninguém é suficientemente sábio sozinho." -- Tito Plautus

Para visitar: www.ibccoaching.com.br

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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

5 sinais de um líder ruim


Jornal da Cidade
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09/12//2012


Em recente artigo da revista Information Week, a temática do líder problemático foi explorada a partir de depoimentos de Ronald Riggio, professor de psicologia organizacional e liderança no Claremont McKenna College, na Califórnia. Embora o texto tenha focado na liderança de departamentos de TI (Tecnologia da Informação), as suas interessantes considerações podem ser aplicadas a quaisquer lideranças. Vamos, então, às 5 maneiras que Riggio aponta para identificar um chefe ruim:
1. Uma insaciável sede de poder
“O poder se torna inebriante, porque todos os súditos estão fazendo o que você quer fazer e isso é muito viciante”, diz Riggio. “O verdadeiro problema, porém, é que os líderes que abusam de seu poder não estão desenvolvendo as pessoas para colaborar com eles, mas sim para obedecê-los." O que é pior, adverte Riggio, é que os líderes que ficam bêbados com o poder muitas vezes começam a acreditar que as regras não se aplicam a eles e que eles estão de alguma forma acima da lei.
2. Punição acima da positividade
Ao invés de capacitar os membros da equipe e fomentar a confiança, sugere Riggio, líderes ruins controlam seus adeptos utilizando medo e punição. Ao exigir a obediência completa e punir profissionais que questionam decisões, um chefe ruim cria um ambiente desprovido de inovação e colaboração. “A estratégia de gestão punitiva é realmente terrível, porque os líderes acabam gastando todo o seu tempo à procura de erros ou de pessoas que estão fora da linha e caindo sobre eles”, diz Riggio.
3. Falha de comunicação
A ausência de comunicação com os colegas é um sinal chave de um mau líder, de acordo com Riggio. “O maior problema com os líderes pobres é a tendência de má comunicação”, diz ele. “[Pobres] líderes acreditam que os seguidores não querem saber ou não precisam de certas informações”.
4. Um ego em overdrive
Um líder com um ego fora de controle é uma coisa perigosa. “Narcisismo extremo é realmente problemático”, adverte Riggio. “Quando a autoconfiança torna-se narcisismo, o líder se torna tóxico”. Os líderes precisam ter uma certa humildade para reconhecer as responsabilidades que vêm junto com a liderança e precisam entender que é um privilégio cuidar dos interesses de uma equipe e organização".
5. Sobrecarga de paixão
Tal qual a autoconfiança, a paixão é uma característica poderosa de um bom líder, mas os líderes não devem permitir que sua paixão pela gestão ou pela tecnologia substitua a sua compaixão pelas pessoas. “Às vezes a paixão toma o lugar o senso de humanidade, especialmente se o foco é sempre na tecnologia, nas coisas, e não nas pessoas que estão criando as coisas”, conclui Riggio.


Para refletir: "Há sempre um momento no tempo em que uma porta se abre e deixa entrar o futuro." -- Graham Green


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A importância do investimento público


Jornal da Cidade
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16/12//2012


Tive o privilégio de liderar a formulação da atual política de desenvolvimento econômico do governo de Sergipe e de conduzí-la nos primeiros quatro anos. Das suas três dimensões - atração do investimento privado, apoio às micro e pequenas empresas, e desenvolvimento científico e tecnológico -, a primeira foi a que teve seus êxitos mais visíveis e as razões são quase óbvias, sobretudo por conta da geração de milhares de empregos.
O fomento e a atração do investimento privado em um Estado como Sergipe requer um vasto conjunto de fatores e de instrumentos, dentre os quais se destacam a concessão de incentivos fiscais, o ambiente de negócios (aí incluída a confiabilidade e a postura ética dos agentes públicos), a disponibilidade de mão-de-obra e a infraestrutura produtiva.
A infraestrutura produtiva inclui meios de transporte (rodovias, ferrovias, aeroporto, porto etc), suprimento de água, energia elétrica e gás, e a oferta de adequadas áreas industriais, grande parte fruto do investimento público. Quanto melhor for essa infraestrutura, maior a competitividade do Estado, ou seja, sua capacidade de ganhar a acirrada disputa com outros Estados por novos empreendimentos.
O investimento público em infraestrutura produtiva, que vem sendo realizado por sucessivos governos ao longo das últimas décadas, tem sido um dos mais importantes diferenciais para o desenvolvimento industrial de Sergipe, mas a demanda por novos investimentos não para de crescer, o que é absolutamente natural. Novas estradas (às vezes pequenos trechos para interligar novas grandes indústrias a rodovias existentes) e a melhoria da infraestrutura e implantação de novos distritos industriais tornam-se essenciais, razão pela qual fazem parte do atual plano de investimentos do governo.
Essa mesma classe de investimento igualmente impacta outra indústria de grande significado para a economia sergipana, o Turismo, cuja política estadual conduzi no biênio 2009/2010, quando foram incorporadas à SEDETEC as funções da SETUR. Com a consolidação dos principais destinos turísticos (Xingó com a revitalização da Rota do Sertão, e litoral sul com as pontes Joel Silveira e Gilberto Amado), urge a abertura de uma nova fronteira, desta feita no litoral norte, cujo principal requisito é a construção da SE-100 Norte ligando Pirambu a Pacatuba.
Eis porque fui tomado de desagradável surpresa e profunda indignação quando vi o Proinveste (programa de empréstimos do governo federal para fomentar o investimento público nos Estados nesse momento de severas dificuldades financeiras), inacreditavelmente, não ter sua contratação autorizada pela Assembléia Legislativa. Dentre os muitos projetos do Proinveste, novas rodovias (inclusive a SE-100N) e melhorias em Distritos Industriais estavam contemplados, restando a conclusão de que, como consequência do ato dos deputados que votaram contra, a economia sergipana perderá competitividade, principalmente para os vizinhos Estados nordestinos.


Para refletir: Mas a ambição do homem é tão grande que, para satisfazer uma vontade presente, não pensa no mal que daí a algum tempo pode resultar dela. -- Maquiavel

Para visitar: www.bndes.gov.br

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domingo, 2 de dezembro de 2012

Atitude: é isso que o mercado espera de você


Jornal da Cidade
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02/12//2012


A empresa onde você trabalha pode (e deve) ser vista como uma extensão da sua casa e da sua família, afinal de contas por volta de 50% de todo o tempo da sua existência é ali desprendido. Vista como uma segunda casa (e uma segunda família), a empresa precisa ser tratada com carinho, atenção e zelo, como o ente que lhe garante o sustento e que lhe proporciona realização e prosperidade.
Infelizmente alguns não tratam assim o seu trabalho, limitando-se a "cumprir tabela", sem entusiasmo, sem estabelecer um vínculo afetivo e sem despertar o senso de pertencimento. Desses, uma parte vai além, nutrindo sentimentos negativos com relação à empresa e desenvolvendo o péssimo hábito de reclamar, manifestando suas insatisfações nos corredores e nas conversas de grupo, às vezes contaminando os colegas mais influenciáveis. A esses, recomendo o seguinte: faça uma análise honesta para descobrir se o problema está em você, ou seja, se a empresa tem feito a parte dela e você é que não consegue deixar de ser o chato do time. É fácil descobrir: se a maioria está satisfeita, não resta dúvida que você está equivocado. Se, por outro lado, ficar evidente que a empresa é a causa das insatisfações, suas e da maioria, não perca tempo: caia fora! Vá buscar novas oportunidades, que aliás nunca faltam para os verdadeiramente bons profissionais.
Sob outro ponto de vista, o mesmo problema requer atenção especial dos gestores para descobrir esses chatos reclamadores e agir: às vezes, raras, uma boa conversa pode fazê-los mudar de atitude; se não funcionar, mostre que a porta de saída é a serventia da casa e nunca esqueça de que ninguém é indispensável. Mesmo que venha a fazer falta em um primeiro momento, o ganho com a saída de um jogador que não tem compromisso com a vitória será sempre maior do que sua permanência em campo. Além do mais, o clima organizacional dos que ficam vai se tornar muito mais agradável.
Tenho visto casos de chatos que são tecnicamente competentes e que teriam uma promissora carreira pela frente, mas esse comportamento faz com que se inviabilizem. A competência, aliás, requer não apenas conhecimentos e escolaridade, mas sobretudo atitudes positivas e habilidades que, ao fim e ao cabo, produzam resultados palpáveis e mensuráveis.  Para que o essencial aconteça - a produção crescente de resultados - você precisará não somente ser parte importante da engrenagem da organização mas, e principalmente, sentir orgulho e amar a camisa que veste.


Para refletir: "Para as questões de estilo, nade seguindo a correnteza; nas questões de princípio, seja sólido como uma rocha." -- Thomas Jefferson

Para visitar: www.rh.com.br

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Quem precisa falar inglês?


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25/11/2012


Sem pestanejar, a melhor resposta para esta pergunta é: quase todo mundo. Pelas mais diferentes razões, o fato é que raras são as pessoas de países cuja língua não seja a inglesa, que não se beneficiariam de algum modo ao dominar o idioma mais importante do mundo contemporâneo.
No mercado de trabalho, dominar um segundo idioma é essencial e quem fala inglês ganha bem mais. É o que mostra uma pesquisa do Grupo Catho feita em todo o país, segundo a qual um profissional com cargo executivo numa corporação e que tem a fluência em inglês pode ganhar até 50% a mais que uma pessoa que exerce a mesma função, mas que não fala o idioma fluentemente. Hoje em dia, falar inglês já não é mais um diferencial profissional, mas um pré-requisito para quem busca as melhores vagas no mercado de trabalho e pensa em crescer profissionalmente.
Mas no quesito fluência no idioma inglês a realidade do nosso país é decepcionante. Os brasileiros apresentam um dos piores desempenhos do mundo ao se comunicar em inglês. De acordo com o EF English Proficiency Index (EF EPI) de 2012, o país está na 46ª posição em um ranking que considera 54 países. Cerca de 1,7 milhão de pessoas foram testadas, 130 mil das quais no Brasil. Os suecos são os mais fluentes em inglês, seguidos pela Dinamarca, Holanda, Finlândia, Noruega, Bélgica, Áustria, Hungria, Alemanha, Polônia e República Checa que também dominam o topo do ranking, todos com "proficiência muito alta" ou "alta" em inglês.
A América Latina tem um desempenho baixo, e o Brasil fica atrás de Argentina (o melhor colocado na região, único com "proficiência moderada" no continente, e em 20º lugar no ranking geral), Uruguai, Peru, Costa Rica, México, Chile, Venezuela, El Salvador e Equador. O relatório do EF EPI ressalta que o chamado analfabetismo funcional – ou seja, a incapacidade de pessoas alfabetizadas entenderem o que está escrito – tem grande influência na posição do Brasil, e constitui-se em um limitador para o aprendizado de línguas, o que explicaria a "proficiência muito baixa".
O inglês é a língua do mundo globalizado, da Internet e das redes sociais, que viabiliza a comunicação com pessoas de outros países e proporciona maior acesso à cultura e ao lazer. Aprender inglês descortina uma imensa gama de oportunidades, experiências e conhecimentos inacessíveis para quem não domina esse idioma.
Se você, caro leitor, ainda não fala inglês, nunca é tarde para começar. Saiba que esse aprendizado depende de um esforço pessoal, mas é uma experiência gratificante e que pode ser prazerosa quando se utiliza um método que seja motivador, dinâmico e focado nas habilidades de comunicação. Seja criterioso na escolha do curso, não aceite turmas com mais de 10 alunos, nem com grandes diferenças de faixas etárias e matricule-se imediatamente!


Para refletir: "Não há nada mais difícil ou perigoso do que tomar a frente na introdução de uma mudança." -- Maquiavel

Para visitar: www.ef.com.br/epi/

Twitter: @jsantana61