domingo, 24 de fevereiro de 2013

Montando uma equipe vencedora


Jornal da Cidade
Revista da Cidade
#Business
13/01//2013


Já escrevi nesse espaço sobre um dos maiores desafios que se impõe ao gestor, que é o de formar sua equipe, sobretudo quando da criação de um novo negócio ou quando se atravessa a turbulência de um processo de crescimento acelerado. Naquele texto, apresentei as 5 seguintes dicas, decorrentes de experiência própria:
1. Equilibre as presenças de profissionais nos três níveis (júnior, pleno e sênior), sem achatar (excesso de júniores), nem esticar (excesso de sêniores) a pirâmide de senioridade.
2. Não tente caçar com gato. Se você precisa caçar e não tem um cão, se vire para arrumar um, mas não tente fazer isso com um gato, porque pior do que uma vaga aberta é ela mal preenchida.
3. Pode não ser fácil encontrar o profissional com o perfil que você precisa, mas ele existe e sua obrigação é encontrá-lo.
4. Quem escolhe o jogador é o técnico: jamais deixe de dar a última palavra na escolha de um dos membros do seu time.
5. Oxigene a equipe: adote a estratégia de Jack Welch (o celebrado ex-CEO da GE sobre o qual escrevi aqui semana passada) que consiste em renovar, compulsória e anualmente, uma parte de todas as equipes da empresa.
Lendo sobre o tema, deparei-me com o artigo "Seis dicas para montar uma equipe vencedora", de Nathan Brown, que considero um excelente complemento ao que escrevi acima. Nathan acumula passagens por empresas de diferentes segmentos e sua trajetória inclui atuações na área comercial, no governo e em entidades sem fins lucrativos, e segue estas 6 regras na construção de uma equipe:
1. Não contratar por desespero.
2. Nunca ignorar uma bandeira vermelha.
3. Ajustar questões de personalidade.
4. Conjuntos de habilidades são, por vezes, menos importantes.
5. Envolver os líderes no processo de contratação.
6. Entrevistar todos os profissionais internos interessados na oportunidade antes de uma oferta externa.
Concordando com todas as regras, quero destacar e vincular a 2a e a 5a. Sob orientação de um consultor, passei a adotar como norma a realização de ao menos 3 entrevistas antes de qualquer contratação e, se ao menos um dos entrevistadores tiver alguma dúvida, a ordem é não contratar. Tenho visto no dia-a-dia bandeiras vermelhas não serem percebidas por mim, mas serem notadas por outros entrevistadores e vice-versa.
Vale atentar, finalmente, para a seguinte observação de Brown: se o profissional é muito capaz tecnicamente, mas tem uma personalidade perigosa, ele pode destruir a equipe. Inclua o time no processo de entrevista para minimizar esse risco. Ao envolver o grupo e ele identificar que aquela não é a pessoa certa, o time vai preferir esperar encontrar o perfil adequado a escolher o errado. Uma equipe que realmente gosta de trabalhar em conjunto é altamente produtiva e tem um turnover menor.


Para refletir: O problema de ser inovador é que você tem de ser teimoso e flexível ao mesmo tempo. E o difícil é descobrir quando ser o quê. ~ Jeff Bezos.

Para ler: Seis dicas para montar uma equipe vencedora, de Nathan Brown - http://migre.me/cGOvN 

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