Jornal da Cidade
Revista da Cidade
#Business
13/01//2013
Já escrevi nesse espaço sobre um
dos maiores desafios que se impõe ao gestor, que é o de formar sua equipe,
sobretudo quando da criação de um novo negócio ou quando se atravessa a
turbulência de um processo de crescimento acelerado. Naquele texto, apresentei
as 5 seguintes dicas, decorrentes de experiência própria:
1. Equilibre as presenças de profissionais nos três
níveis (júnior, pleno e sênior), sem achatar (excesso de júniores), nem esticar
(excesso de sêniores) a pirâmide de senioridade.
2. Não tente caçar com gato. Se você precisa caçar e
não tem um cão, se vire para arrumar um, mas não tente fazer isso com um gato,
porque pior do que uma vaga aberta é ela mal preenchida.
3. Pode não ser fácil encontrar o profissional com o
perfil que você precisa, mas ele existe e sua obrigação é encontrá-lo.
4. Quem escolhe o jogador é o técnico: jamais deixe
de dar a última palavra na escolha de um dos membros do seu time.
5. Oxigene a equipe: adote a estratégia de Jack Welch
(o celebrado ex-CEO da GE sobre o qual escrevi aqui semana passada) que
consiste em renovar, compulsória e anualmente, uma parte de todas as equipes da
empresa.
Lendo sobre o
tema, deparei-me com o artigo "Seis dicas para montar uma equipe vencedora", de Nathan Brown, que considero um excelente
complemento ao que escrevi acima. Nathan acumula passagens por empresas de
diferentes segmentos e sua trajetória inclui atuações na área comercial, no
governo e em entidades sem fins lucrativos, e segue estas 6 regras na construção
de uma equipe:
1. Não contratar por desespero.
2. Nunca ignorar uma bandeira vermelha.
3. Ajustar questões de personalidade.
4. Conjuntos de habilidades são, por vezes, menos
importantes.
5. Envolver os líderes no processo de contratação.
6. Entrevistar todos os profissionais internos
interessados na oportunidade antes de uma oferta externa.
Concordando com
todas as regras, quero destacar e vincular a 2a e a 5a. Sob orientação de um
consultor, passei a adotar como norma a realização de ao menos 3 entrevistas
antes de qualquer contratação e, se ao menos um dos entrevistadores tiver
alguma dúvida, a ordem é não contratar. Tenho visto no dia-a-dia bandeiras
vermelhas não serem percebidas por mim, mas serem notadas por outros
entrevistadores e vice-versa.
Vale atentar,
finalmente, para a seguinte observação de Brown: se o profissional é muito
capaz tecnicamente, mas tem uma personalidade perigosa, ele pode destruir a
equipe. Inclua o time no processo de entrevista para minimizar esse risco. Ao
envolver o grupo e ele identificar que aquela não é a pessoa certa, o time vai
preferir esperar encontrar o perfil adequado a escolher o errado. Uma equipe
que realmente gosta de trabalhar em conjunto é altamente produtiva e tem um turnover menor.
Para refletir: O problema de ser inovador é que você tem
de ser teimoso e flexível ao mesmo tempo. E o difícil é descobrir quando ser o
quê. ~ Jeff Bezos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário