domingo, 24 de fevereiro de 2013

O pensamento de Peter Drucker


Jornal da Cidade
Revista da Cidade
#Business
20/01//2013


  Peter Ferdinand Drucker (1909-2005), austríaco de nascimento e americano naturalizado, foi um consultor de gestão, professor e escritor, cujos escritos contribuíram para a fundação filosófica e prática da moderna gestão de negócios. Ele é um dos mais conhecidos e influentes pensadores e escritores da teoria e prática da moderna administração, tendo previsto muito do que viria a acontecer, como privatização e descentralização, a ascenção do Japão como poderosa economia mundial, a importância decisiva do marketing, e a emergência da sociedade da informação.
 Drucker produziu ao longo de sua carreira uma mistura única de rigor intelectual, popularização, praticidade e profundo conhecimento das tendências cruciais para além do mundo dos negócios. Três importantes conceitos emergem de seu pensamento: o primeiro é o de "(re)privatizações", que significa a privatização dos serviços públicos como forma de reduzir a burocracia; o segundo é a "gestão por objetivos", ou seja, um tipo de gestão caracterizada como um método de planejamento e avaliação baseado em fatores quantitativos; e o terceiro é a "descentralização das empresas" (outsourcing), em oposição à tradicional verticalização (concentração do negócio inteiro dentro da organização).
Muitos outros conceitos, idéias e crenças foram produto da genialidade de Drucker, dentre os quais destaco:
1. A importância do Terceiro Setor formado por Organizações Não-Governamentais e seu papel crucial em todos os países.
2. Um profundo ceticismo com a teoria macroeconômica, acreditando que economistas de todas as escolas falham ao explicar significativos aspectos das modernas economias.
3. Respeito ao trabalhador. Drucker acreditava  que empregados são um ativo, o mais valioso dos recursos das organizações, e não um fardo, e que o trabalho dos gestores é preparar as pessoas e lhes dar liberdade para agir.
4. A crença de que é inerente aos governos serem inábeis ou sem disposição para prover os novos serviços que as pessoas querem ou precisam. A isso ele batizou de "a doença dos governos".
5. A necessidade de abandonar planos. Segundo ele, organizações privadas e públicas têm a natural tendência humana de se fixar no sucesso de ontem, ao invés de procurar descobrir quando ele não é mais útil.
6. A primeira responsabilidade de uma companhia é servir seus clientes. O lucro não deve ser o primeiro objetivo, mas uma condição essencial para que continue existindo.
7. A crença de que grandes empresas deveriam ser vistas como nobres invenções da humanidade.
Para saber (e aprender) mais sobre Peter Drucker, nada melhor do que beber diretamente na fonte. Dentre seus mais de 30 livros, destacam-se Administração em tempos de grandes mudanças, A administração na próxima sociedade, e O gestor eficaz.  


Para refletir: O planejamento não diz respeito às decisões futuras, mas às implicações futuras de decisões presentes. (Peter Drucker).


Para ler: Rumo à nova economia, Peter Drucker.

Um comentário:

  1. Muito bom. Com um currículo impressionante para mais de uma vida, ele simplesmente não envelhece. Suas idéias atuais batem de frente com o mainstream e parecem sair de um jovem e genial economista com vinte e poucos anos.
    Sou fã de Drucker.

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