Jornal da Cidade
Revista da Cidade
#Business
20/01//2013
Peter Ferdinand
Drucker (1909-2005), austríaco de nascimento e americano naturalizado, foi um
consultor de gestão, professor e escritor, cujos escritos contribuíram para a
fundação filosófica e prática da moderna gestão de negócios. Ele é um dos mais
conhecidos e influentes pensadores e escritores da teoria e prática da moderna
administração, tendo previsto muito do que viria a acontecer, como privatização
e descentralização, a ascenção do Japão como poderosa economia mundial, a
importância decisiva do marketing, e a emergência da sociedade da informação.
Drucker produziu ao longo de sua carreira
uma mistura única de rigor intelectual, popularização, praticidade e profundo
conhecimento das tendências cruciais para além do mundo dos negócios. Três
importantes conceitos emergem de seu pensamento: o primeiro é o de
"(re)privatizações", que significa a privatização dos serviços públicos
como forma de reduzir a burocracia; o segundo é a "gestão por
objetivos", ou seja, um tipo de gestão caracterizada como um método de
planejamento e avaliação baseado em fatores quantitativos; e o terceiro é a
"descentralização das empresas" (outsourcing), em oposição à
tradicional verticalização (concentração do negócio inteiro dentro da
organização).
Muitos outros
conceitos, idéias e crenças foram produto da genialidade de Drucker, dentre os
quais destaco:
1. A importância do Terceiro Setor formado por
Organizações Não-Governamentais e seu papel crucial em todos os países.
2. Um profundo ceticismo com a teoria macroeconômica,
acreditando que economistas de todas as escolas falham ao explicar
significativos aspectos das modernas economias.
3. Respeito ao trabalhador. Drucker acreditava que empregados são um ativo, o mais
valioso dos recursos das organizações, e não um fardo, e que o trabalho dos
gestores é preparar as pessoas e lhes dar liberdade para agir.
4. A crença de que é inerente aos governos serem
inábeis ou sem disposição para prover os novos serviços que as pessoas querem
ou precisam. A isso ele batizou de "a doença dos governos".
5. A necessidade de abandonar planos. Segundo ele,
organizações privadas e públicas têm a natural tendência humana de se fixar no
sucesso de ontem, ao invés de procurar descobrir quando ele não é mais útil.
6. A primeira responsabilidade de uma companhia é
servir seus clientes. O lucro não deve ser o primeiro objetivo, mas uma condição
essencial para que continue existindo.
7. A crença de que grandes empresas deveriam ser
vistas como nobres invenções da humanidade.
Para saber (e
aprender) mais sobre Peter Drucker, nada melhor do que beber diretamente na
fonte. Dentre seus mais de 30 livros, destacam-se Administração em tempos de
grandes mudanças, A administração na próxima sociedade, e O gestor eficaz.
Para
refletir:
O planejamento não diz respeito às
decisões futuras, mas às implicações futuras de decisões presentes. (Peter
Drucker).
Para
visitar: www.druckerinstitute.com
Para ler: Rumo à nova economia, Peter Drucker.
Muito bom. Com um currículo impressionante para mais de uma vida, ele simplesmente não envelhece. Suas idéias atuais batem de frente com o mainstream e parecem sair de um jovem e genial economista com vinte e poucos anos.
ResponderExcluirSou fã de Drucker.