Jornal da Cidade
Revista da Cidade
#Business
03/02//2013
Com 27 milhões de empresários ou de
pessoas que se dizem envolvidas na criação de um negócio próprio, o Brasil já ocupa
a terceira posição do mundo em número de empreendedores. A conclusão faz parte
do relatório Global Entrepreneurship Monitor (GEM 2011), levantamento anual conduzido
por instituições de ensino e de pesquisa de 54 países, considerado o principal
mapa do empreendedorismo do planeta.
A pesquisa
levanta as principais características do empreendedorismo em cada um dos países
pesquisados e considera tanto os negócios formais quanto os informais. Ouvidas
apenas pessoas entre 18 e 64 anos, os empreendedores representam 27% da
população adulta brasileira (em 2002, esse percentual era de 21%). A China, que
lidera o ranking, tem quase 370 milhões de empresários. Já os Estados Unidos,
que ocupa a segunda posição, cerca de 40 milhões.
Dos 27 milhões
de empreendedores existentes no país, 85% estão no mercado há mais de três
meses. Desses, 12 milhões, o equivalente a 45%, estão estabelecidos em seus
segmentos de atuação, ou seja, operam no mercado há mais de 42 meses. Outros 11
milhões, 40% do total, são classificados como novos empreendimentos por
funcionarem há mais de três meses e menos de 42 meses.
Uma constatação
importante é que a maioria dos empreendedores abre o negócio porque constatou
uma oportunidade de mercado e não por necessidade. A estimativa é que, para
cada negócio aberto por necessidade, por motivo de desemprego, por exemplo,
2,24 começam pela identificação de uma oportunidade. O número é o maior desde
que a pesquisa GEM começou a ser realizada, em 1999, mas ainda é inferior à
média dos 54 países, que é de 4,35 negócios por oportunidade para cada um
aberto por necessidade.
A presença das
mulheres também merece destaque: de cada 100 empreendimentos iniciais, 49 têm
comando feminino. A média desse grupo, nos 54 países pesquisados, é de 37
empreendedoras para cada 100. Elas preferem negócios como estética e tratamento
de beleza, comércio de vestuário, fornecimento de comida preparada e confecções.
Já os homens gostam mais de atividades ligadas à manutenção e reparação de
veículos automotores, minimercados, lanchonetes e similares, e transporte de
passageiros.
Responsáveis
pela maior parte das vagas de trabalho no Brasil, os micro e pequenos negócios geram
dois em cada três postos de trabalho no setor privado (DIEESE 2010). Esses
números alvissareiros são o reflexo do viés empreendedor do brasileiro,
alavancado pela criação do marco regulatório do segmento (Lei Geral das Micro e
Pequenas Empresas, de 2006), fruto da luta de entidades de classe do setor
empresarial e da sensibilidade do Congresso Nacional e do governo federal.
Para
refletir:
Guardar ressentimento é como tomar
veneno e esperar que a outra pessoa morra. (William Shakespeare).
Para visitar: www.gemconsortium.org
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