domingo, 24 de fevereiro de 2013

Números do empreendedorismo no Brasil


Jornal da Cidade
Revista da Cidade
#Business
03/02//2013


 Com 27 milhões de empresários ou de pessoas que se dizem envolvidas na criação de um negócio próprio, o Brasil já ocupa a terceira posição do mundo em número de empreendedores. A conclusão faz parte do relatório Global Entrepreneurship Monitor (GEM 2011), levantamento anual conduzido por instituições de ensino e de pesquisa de 54 países, considerado o principal mapa do empreendedorismo do planeta.
A pesquisa levanta as principais características do empreendedorismo em cada um dos países pesquisados e considera tanto os negócios formais quanto os informais. Ouvidas apenas pessoas entre 18 e 64 anos, os empreendedores representam 27% da população adulta brasileira (em 2002, esse percentual era de 21%). A China, que lidera o ranking, tem quase 370 milhões de empresários. Já os Estados Unidos, que ocupa a segunda posição, cerca de 40 milhões.
Dos 27 milhões de empreendedores existentes no país, 85% estão no mercado há mais de três meses. Desses, 12 milhões, o equivalente a 45%, estão estabelecidos em seus segmentos de atuação, ou seja, operam no mercado há mais de 42 meses. Outros 11 milhões, 40% do total, são classificados como novos empreendimentos por funcionarem há mais de três meses e menos de 42 meses.
Uma constatação importante é que a maioria dos empreendedores abre o negócio porque constatou uma oportunidade de mercado e não por necessidade. A estimativa é que, para cada negócio aberto por necessidade, por motivo de desemprego, por exemplo, 2,24 começam pela identificação de uma oportunidade. O número é o maior desde que a pesquisa GEM começou a ser realizada, em 1999, mas ainda é inferior à média dos 54 países, que é de 4,35 negócios por oportunidade para cada um aberto por necessidade.
A presença das mulheres também merece destaque: de cada 100 empreendimentos iniciais, 49 têm comando feminino. A média desse grupo, nos 54 países pesquisados, é de 37 empreendedoras para cada 100. Elas preferem negócios como estética e tratamento de beleza, comércio de vestuário, fornecimento de comida preparada e confecções. Já os homens gostam mais de atividades ligadas à manutenção e reparação de veículos automotores, minimercados, lanchonetes e similares, e transporte de passageiros.
Responsáveis pela maior parte das vagas de trabalho no Brasil, os micro e pequenos negócios geram dois em cada três postos de trabalho no setor privado (DIEESE 2010). Esses números alvissareiros são o reflexo do viés empreendedor do brasileiro, alavancado pela criação do marco regulatório do segmento (Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, de 2006), fruto da luta de entidades de classe do setor empresarial e da sensibilidade do Congresso Nacional e do governo federal.


Para refletir: Guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra. (William Shakespeare).

Para visitar: www.gemconsortium.org

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